Onde estais, Luisa? Ultimamente sinto que não és mais a mesma. Será que eu mudei? Com certeza mudei, mas tu mudastes também. Como se eu me esforçasse para enxergar alguma coisa, e esse esforço da visão fizesse meus olhos chorarem (pois é logo atrás dos olhos, na região orbitofrontal, que localiza-se o "eu" no cérebro, forçar a saída do "eu", ou a entrada de algo logo na cara do "eu" pode fazer chorar). Acho que tens outro. Sei que eu mesmo tenho outras várias, mas nunca deixei de te amar. Elas outras nunca me amaram. Mas nem tu me amaste, sim? Para além de minha alegria, sei que estarás sempre ali, ao alcance de minhas mãos, da minha boca. Sinto-me insuficiente para ti. Não falo bonito, não sou carinhoso, minto emoções, forço situações... Acontece, minha amada Luisa, que mal sei amar! Quero dizer, me esqueci como se faz. E é exatamente assim que se faz: esquecendo como se faz. Amar é esquecer como se ama. E eu te amo, Luisa. Te amo como a uma porta no d...