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Movimento Brasil Livre de Arte


Começa assim... o grupelho de moleques paranoicos MBL - Movimento Brasil Livre promovendo histeria, um influente grupo financeiro como o Santander Brasil acatando com supostas pressões de clientes moralistas, com argumentos da pior estirpe da cristandade hipócrita. Os ideologizados defendem suas projeções do que entendem por liberdade e por expressão, dizem que Kim Katupiri e o banco que lucrou bilhões em tempos de crise sem produzir absolutamente nada não têm autoridades de censores, pois não são agentes do Estado, então relativizam seus preconceitos e comportamentos de tais.

Eis que em Floripa uma agente do Estado, delegada de Guarda Municipal, ébria de ignorância, como jurada de um festival de música ruim, decide quais gêneros podem ou não serrem veiculados.
A distopia não é literária, o exercício da escrita é pessoalmente a fim de catarse e reflexão, agora agentes do Estado, polícia civil, afanam, ou como diz o boçal juridiquês, apreendem uma obra de Arte. A exposição já durava meses, mas a imposição foi dias depois da ridícula cena dos neo liberalistas apartidários financiados e eleitos por partidos políticos.

"Antes mesmo da polícia chegar ao local, a direção do museu já havia imposto censura para menores de 18 anos à exposição. Além disso, a sala onde ocorre a mostra recebeu película escura nos vidros das portas."

Foi quem quis, e quem quis ir deveria ser maior de idade, e provavelmente saberia ler que na obra chamada Pedofilia havia os dizeres machismo mata, violenta e humilha. Me parece absolutamente incoerente a interpretação de deputados estaduais, que eu nem sabia serem críticos e analisadores de obra de Arte. Aristóteles teria inveja de conclusão tão assertiva.

"Os deputados classificaram a obra da artista como promoção 'de sacanagens e desrespeito à família e aos bons costumes'."

Anotem aí, amigos, novo tipo legal, sacanagem. Está proibida a sacanagem, falou? Saibam também que há deputado do PEN ocupado com o tema da masturbação, deve ser urgente.

Para outros amigos, insisto, Arte não faz apologia, pode até fazer como no Manifesto Antropofágico, mas ela não serve a isto nem àquilo. Há milênios toda sorte de sujeitos se ocupam apaixonadamente pelo tema da Arte, deem licença a minha hipérbole, mas não serão vocês, nem as crianças prodígios da direita neo liberalista brasileira, a definirem o que pode ou não um Artista, simples assim. Apologia faz deputado federal ao dizer que autores devem ser fuzilados (http://www.uai.com.br/app/noticia/series-e-tv/2017/09/15/noticias-series-e-tv,213410/bolsonaro-diz-que-tem-que-fuzilar-os-autores-da-queermuseu.shtml). Isto não é liberdade de expressão, é apologia ao ódio, à morte, é estupidez e mais nada. 

Arte, quiçá, revela a canalha de uns e o brio de outros, não sei, se pá.

https://www.campograndenews.com.br/cidades/capital/policia-ve-incentivo-a-pedofilia-e-apreende-quadro-exposto-no-marco

5% pras 5 bandas dividirem entre 5 integrantes cada, mas a cerveja é do bar e não tem como chegar lá


como se chega nos lugares? como o cara volta p casa se mora no continente, sul da ilha, norte? os preços são justos também pro consumidor, entrada e bebida? noutros lugares, em sampa talvez, o acesso e o incentivo são infinitamente melhores, o problema em floripa ñ é só de público nem de produção, a cidade q ñ funciona. mesmo um evento a 5 golpetas no célula, se somam 7 de long neck e mais 30 de uber, isso contado q na ida pude pegar busão e gastar só os famigerados 3,50 com integração. qse 50 reais p prestigiar o evento, sendo q destes, 5 vão pro artista? pá, tô de boa...
em floripa tb falta criar cena, os artistas parecem se esconder em grupinhos, ñ somos unidos como exigimos dos parceiros. faltae e muito um meio de girar, de se fazer os artistas daqui serem ouvidos, como os programas na radio udesc, etc, mas ñ existe nenhum meio fácil de se ouvir expresso rural, françois, cereja azul, blame, caraudácia, de boa, sem preconceito de gênero, etc. simplesmente não tem. a maioria aqui são meus amigos e a maioria aqui também nunca ouviu minha cereja azul. vou culpá-los por falta de curiosidade? claro q ñ. o responsável por despertar curiosidade é do sedutor, e o fetiche que compõe a persona do artista não depende só de sua obra. p q alguém deixaria de ir numa balada lixo, mas putanhesca e da moda, pra se arriscar ouvir banda de rock do bairro vizinho? esta pergunta, acredito, quem deve responder somos os artistas e produtores, o desejo do público quem inventa somos nós.

Taca Quiboa

Meme de membro do grupo da UFSC no Facebook.

VERSÃO REPUBLICANA

O grupo da UFSC do Facebook é um poço fundo de intolerância e incultura, só serve pra nos ensinar o vocabulário da ignorância, em suma conhecer o inimigo e saber o que evitar. Hoje encontrei esta desinformação por lá, mas o fato de um sujeito ter caído em um boato destes é mero sintoma.

Há maneiras corretas de se fazer a manutenção de uma obra de arte, lembremos do episódio com o "Ecce Homo". Não é apenas ferro torto, nem tinta num pedaço de pano. Há obras de Arte que valem centenas de milhões de dólares, tanto quanto o apartamento mais caro no Principado de Mônaco.

De que serve ao Estado economizar em cultura e pagar os juros de bancos? Como nosso povo será culto, emancipado, como o Brasil garantirá sua soberania apenas importando carro e música da Coreia do Sul, a culinária do neoliberalesco Mc Donald's, e pior, na paranoia da caça ao índio e ao comunista?


Deveriam só jogaram água sanitária na estátua, ninguém lê Drummond mesmo.

"Ecce Homo" antes e depois da reforma

VERSÃO IRÔNICA

esse pessoal de exatas da ufsc sabe mesmo como lidar com obra de arte. é só um monte de ferro torto, só tinta num pedaço de pano, deve ser barato manter essa bobagens de vagabundo, né? afinal, obras de arte quase não valem nada, não é como se um quadro pudesse valer tanto quanto um apartamento em monaco. mais investimento em arte pra que se já temos romero britto, e jingle de margarina? boa ideia é economizar em cultura e pagar os juros de banco, fiquei sabendo q o bradesco até planta umas árvores por aí. artista poolui, fuma maconha o dia todo, melhor é o bradesco plantar uns eucaliptos e o alexandre de moraes arrancar as flores de cannabis de toda latinoamérica. aí sim nosso povo será culto, emancipado, o brasil garantirá sua soberania importando carro e música da coreia do sul, importando a culinária refinada do neoliberalesco mc donald's, e caçando índio e comunista. por que só não jogaram água sanitária na estátua, ninguém consegue sequer ler as poesias de drummond mesmo.

O Estado hostil contra a Música forte

 


O vídeo chega a assustar pela truculência diante de um conflito tão banal quanto volume de música em um Sábado à tarde, faltam mandado e medidor de decibéis, sobram armas e confiscos.


Não adianta argumentar com o funcionário, militar responde à corporação e outras autoridades. No começo do vídeo o policial faz uma pergunta mui pertinente, és advogada? Se fosse, pela Lei, o funcionário público teria de mudar o tom, chamar de doutor e outras bobagens. Militar não responde às mesmas leis civis.


Não estivessem uniformizados, ninguém teria dúvida de que se trata de assalto, e esta deve ser uma questão central da discussão, o Estado ampara e legitima este tipo de arbitrariedade, vide reintegrações de posse, apreensões de fantasias políticas e toques de recolher durante o Carnaval. É inútil discutir essas questões com um policial no exercício de seu ofício, militares são treinados para suportar ofensas e pressões psicológicas muito piores que nossa civilizada consciência poderia articular.


Precisamos resolver os traumas decorrentes da ditadura, resgatar a Comissão Nacional da Verdade, problematizar a militarização da polícia nos municípios, nos desalienar de motivos e interesses da ação do Estado, ou ao menos reconhecer seus efeitos, por exemplo, em periferias, comunidades de maioria negra. O problema é estrutural.


Publicação original do vídeo

AVALANCHE Mídia

Tira da Saúde e põe na Cultura que cura

Se o MBL apoia, é cilada.
A Oficina de Música de Curitiba foi cancelada, o prefeito fez a infeliz constatação de que usará as 900 mil golpetas em saúde.

O Estado tem recurso para tudo, faltar dinheiro para a Cultura é retirar dinheiro de trabalhadores e famílias. Cultura não é entretenimento, é identidade de um povo, é local de fala, liberdade de expressão, é direito básico. Sem Arte perigamos ficar reféns de narrativas rasas, pobres de conteúdo, com mais cosmética do que estética, como a televisão e outras grandes mídias, sem preocupação ética. Investir em Cultura é questão de saúde pública, mental e social. O que este prefeitinho da República de Curitiba faz é pura demagogia, é criar atrito entre estes dois setores, Saúde e Cultura, e pô-los um contra o outro. Ora, quem seria contra Cultura? Quem seria contra Saúde? Absurdo, o inimigo é outro, é um Estado falho, Governos corruptos, instituições corporativistas e politiqueiras, vendidas. É um problema Cultural. Não digo que Saúde não deva ser priorizada, mas sem investimento na Cultura há toda uma parte essencial da nação que adoece. França, Inglaterra, Japão, México, Israel, Índia, são reconhecidas como são por sua medicina ou sua Arte? Recebem milhões de turistas em seus hospitais ou em seus museus? Há de haver infraestrutura para recebê-los, claro, mas sem Cultura é como se não houvesse por que ter saúde, a cidade se torna trajeto.