Pesquisar este blog
Postagens
Movimento Brasil Livre de Arte
cacofônica reforma trabalhista
Este coro ensaia pelo menos duas vezes por semana, independente de ter concerto marcado, e mesmo com concertos marcados nem sempre se sabe quanto se vai receber, ainda assim os coralistas são descontados do cachê seguinte caso atrasem ou faltem. Nele também é exigido que o cantor se mantenha estudando com professor adequado. Eu que não terminei minha graduação, não trabalho em escola, não tenho sala alugada para dar aula, chego a cobrar 60 Reais a hora de aula, imagine quanto não cobra um profissional para treinar outro. O Instituto, como chamavam a instituição que assinava o CNPJ dos projetos, pede 10% do cachê de cada cantor para manutenção da sala de ensaio, sob ameaça de que só receberíamos a próxima paga se estivéssemos quites. Existe alguma outra taxa no mundo de 10%, além dos juros brasileiro criminosos? 10% era quase o que eu precisava gastar por mês mesmo sem precisar pegar ônibus todos os dias, porque claro que não há vale transporte, precisamos até pagar nosso café do intervalo, mas quem nunca?
Dia 7 de Junho é aniversário de minha namorada, eu viajei pra cantar e voltei só no dia 8 de madrugada, vulgo dia 9. O cachê caiu no dia 27. Aliás, caiu pra quem tinha conta no Banco do Brasil, porque quem, como eu, tem conta em outro banco, deveria ir à casa do patrão buscar um cheque. Eu não ouvia falar em cheque desde aqueles 16 anos. Desculpe, chefe, mas não tenho dinheiro nem pro ônibus pra ir ao ensaio, quiçá pra ir buscar cheque na casa do senhor. Minha namorada diz que eu posso tê-lo ofendido por ter respondido, que ele já é idoso e eu deveria prezar pelo trabalho que tenho. Discordo, se é velho e não aguenta negociar, contrate quem faça. Ele me depositou e me cobrou a taxa de 8,80 pela transferência.
Achei que eu teria mais uns 4 concertos até o final do ano, sem aviso prévio, sem FGTS, sem seguro, comigo vão economizar aproximadamente 2500 golpetas, que seria aproximadamente a soma dos cachês até o final do ano, é o valor de um mês de aluguel sala de ensaio. Isto é mão de obra sem direitos trabalhistas, uma curva a menos na viagem, um mês de aluguel economizado. Se precisarem de um coro maior, eles tem meu contato, dizem.
15 mil metros minutos
Taca Quiboa
![]() |
| Meme de membro do grupo da UFSC no Facebook. |
O grupo da UFSC do Facebook é um poço fundo de intolerância e incultura, só serve pra nos ensinar o vocabulário da ignorância, em suma conhecer o inimigo e saber o que evitar. Hoje encontrei esta desinformação por lá, mas o fato de um sujeito ter caído em um boato destes é mero sintoma.
De que serve ao Estado economizar em cultura e pagar os juros de bancos? Como nosso povo será culto, emancipado, como o Brasil garantirá sua soberania apenas importando carro e música da Coreia do Sul, a culinária do neoliberalesco Mc Donald's, e pior, na paranoia da caça ao índio e ao comunista?
![]() |
| "Ecce Homo" antes e depois da reforma |
Brasa Brasil
Lula Imperator Brasilis
Se o MBL falou, tá valendo o contrário
A questão do turbante especificamente é polêmica, eu não saberia opinar, mas sinto que apropriação cultural, que no Brasil se dilui e se confunde com nossa anti tradição antropofágica, existe sim. Há pressão no social para embranquecer sim, alisa-se o cabelo por muito mais que essa suposta praticidade do cabelo liso. Eu mesmo que nem negro sou me envergonhava por meu cabelo volumoso, pelo simples motivo de ser volumoso, sentia-me feio porque não me reconhecia nos heróis, cantores e outras personas brancas de cabelos lisos que bombardeam crianças dia e noite. Se um branco quiser fazer seja lá o que for que grupos de negros e outras minorias possam criticar como racistas, pouco o impede de fazê-lo, no entanto responsabilize-se e reconheça que se pode pertencer, sim, a esta categoria de quem ignora a questão racial.
O Estado hostil contra a Música forte
O vídeo chega a assustar pela truculência diante de um conflito tão banal quanto volume de música em um Sábado à tarde, faltam mandado e medidor de decibéis, sobram armas e confiscos.
Não adianta argumentar com o funcionário, militar responde à corporação e outras autoridades. No começo do vídeo o policial faz uma pergunta mui pertinente, és advogada? Se fosse, pela Lei, o funcionário público teria de mudar o tom, chamar de doutor e outras bobagens. Militar não responde às mesmas leis civis.
Não estivessem uniformizados, ninguém teria dúvida de que se trata de assalto, e esta deve ser uma questão central da discussão, o Estado ampara e legitima este tipo de arbitrariedade, vide reintegrações de posse, apreensões de fantasias políticas e toques de recolher durante o Carnaval. É inútil discutir essas questões com um policial no exercício de seu ofício, militares são treinados para suportar ofensas e pressões psicológicas muito piores que nossa civilizada consciência poderia articular.
Precisamos resolver os traumas decorrentes da ditadura, resgatar a Comissão Nacional da Verdade, problematizar a militarização da polícia nos municípios, nos desalienar de motivos e interesses da ação do Estado, ou ao menos reconhecer seus efeitos, por exemplo, em periferias, comunidades de maioria negra. O problema é estrutural.
Ideologia mata

Tira da Saúde e põe na Cultura que cura
![]() |
| Se o MBL apoia, é cilada. |







