Pesquisar este blog
Postagens
5% pras 5 bandas dividirem entre 5 integrantes cada, mas a cerveja é do bar e não tem como chegar lá
Temos que construir um elevado por cima da ponte
Os ônibus estão cada vez mais vazios
As concessionárias cada dia mais ricas
E tem ponte que ainda não caiu
Tem gente que ainda acredita que carro acelera alguma coisa
Quarenta pessoas querendo entrar na pista da esquerda
Uma pessoa ouvindo rádio em ambiente controlado da chuva e do calor não acha justo
Todos pagamos impostos
A chuva pinga gelado mas o coletivo é caloroso
Tem gente
Que escuta música
Que lê
Que faz os dois
Ou nenhum
Ou chora, mas
Alguém pode reclamar
Alguém faz essa criança calar
Chegamos no Ticen
Dia de burô
dos aterros e burocracia
Horas ônibus dia
à imagem e ruído
um ameno mar cagado
outro gris de carros.
O Estado hostil contra a Música forte
O vídeo chega a assustar pela truculência diante de um conflito tão banal quanto volume de música em um Sábado à tarde, faltam mandado e medidor de decibéis, sobram armas e confiscos.
Não adianta argumentar com o funcionário, militar responde à corporação e outras autoridades. No começo do vídeo o policial faz uma pergunta mui pertinente, és advogada? Se fosse, pela Lei, o funcionário público teria de mudar o tom, chamar de doutor e outras bobagens. Militar não responde às mesmas leis civis.
Não estivessem uniformizados, ninguém teria dúvida de que se trata de assalto, e esta deve ser uma questão central da discussão, o Estado ampara e legitima este tipo de arbitrariedade, vide reintegrações de posse, apreensões de fantasias políticas e toques de recolher durante o Carnaval. É inútil discutir essas questões com um policial no exercício de seu ofício, militares são treinados para suportar ofensas e pressões psicológicas muito piores que nossa civilizada consciência poderia articular.
Precisamos resolver os traumas decorrentes da ditadura, resgatar a Comissão Nacional da Verdade, problematizar a militarização da polícia nos municípios, nos desalienar de motivos e interesses da ação do Estado, ou ao menos reconhecer seus efeitos, por exemplo, em periferias, comunidades de maioria negra. O problema é estrutural.
Ordem, progresso; polícia, desejos e devires
A estética da cidade e a pichação Fora Temer
Ilhada
Coberta em graxa
Imprópria, profanada
Usada, vivida
Te quero assim
Cheirando a mar
Que não cheira mar
Odor de dar calafrios
Um fedor de amor eterno
De infância, irrecuperável
Te quero cabeluda
Crespa, volumosa
Me afogar nas ondas,
Debaixo dos caracóis
De teus pentelhos
Beijar onde a vida
Ainda não se fez
Te quero nova, intocada
Virgem, muda
De véu e shorts
De burca, na Lua
Chula, refletida
Na lagoa, duplicada
Velha, maltratada
E amada, ilhada.
fábula flóripa
Só tem ônibus e gente
Chata.
Até tem, em Floripa
Os melhores músicos do mundo
Até tem, na Trindade
Das melhores universdades do mundo
Até tem, na Armação
na Daniela, na Solidão
na Barra, no Ribeirão
na Beira-mar, na do Cagão
(N)as mais lindas praias
As mulheres do mundo.
Mas no global
Florianópolis é chata
Fina lisa escorregadia
Astuta careta antiquada
Monárquica do pior tipo.
Mas tudo bem porque a realeza já está velha
Daqui a pouco morre.