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Cereja Azul

Rock brasileiro em português ou inglês?

Particularmente, prefiro bandas nacionais cantando na própria língua, mas talvez seja só questão de valor próprio. Acho bonito que um artista sinta desejo de fazer algo pela linguagem que o constituiu. Me parece que há alguns motivos diferentes pra pessoa compor especialmente em inglês. Uma intenção internacionalista, de assumir a convenção de inglês como língua internacional, como acontece na internet, o cara compõe assim pra ter alcance internacional. Um juízo estético, de sentir que o rock em português causa estranhamento, fazem analogias com gêneros de que não se gosta, como o sertanejo, pra justificar a preferência. Em minha opinião, esta intersecção em particular entre o rock e o sertanejo é muito pertinente, tem muitos aspectos semelhantes, desde origem até figurino. Noutro nível, acho que de estética das línguas ou coisa do tipo, acho que o inglês ainda oferece outra facilidade que é de ter muita palavra monossilábica. O que acho mais interessante são os que di...

Falar sem dizer

Escrever em Inglês pode ser uma escolha estética. Ele tem texturas, cores, sons, prosódias diferentes de nossa língua mãe. Muitas palavras são monossilábicas, e alterações de prosódia não mudariam necessariamente o sentido. Pode ser também uma adaptação à linguagem internacional, de mercado, em especial da internet, onde por decreto, ou não, é língua padrão, e das mais faladas no mundo se incluirmos segunda língua. Mas se fosse esse o caso, também veríamos conterrâneos nossos escrevendo em Espanhol, quiçá em Mandarim, o que não acontece. Ouço nas discussões sobre o assunto um julgamento de gosto em cima de duas justificativas: que outros compositores pelo mundo também escrevem em inglês; que os artistas devem ter a liberdade de escolha e isto não deveria servir de crivo ao público. Bandas Brasileiras que tem o repertório em Inglês costumam circular em nichos específicos do gênero, como no Metal, Punk, etc, onde, talvez, o público releve a língua falada por priorizar outros atribut...

Brasa Brasil

Vai reconquistar Pindorama aquele que falar em Cultura, esta terra queima em desejo e palavra, dinheiro é um pedaço de papel.  Os peles multicolores são curiosos e gulosos, ganância é pros pobres, trabalha porque se precisa, preciso é nos apropriarmos agora do ideal do ócio criativo, e o tal Brasil vai conquistar o mundo. Do estabelecimento do português na carta de Pero Vaz ao estabelecimento do brasileiro na bossanova, o desapego e a fome da Tropicália e Cinema Novo, a vanguarda da poesia concreta, a baixaria dos anos 1990, ainda não nos damos conta de que nosso objetivo é antropofágico. Falar em economia é importante, mas não falta nada, falta produzir. Portugual, Tupi, Itália, Guarany, Japão, Kaiowá, Alemanha, Xokleng, Turquia, Yanomami, e mais quem nem quis vir filhos da África mãe. Brasa Brasil, Babel é aqui.

M acho

Macho é o cachorro, O elefante, o mosquito. Sou qualquer coisa Além do macho. Bicho Homem tem palavra Adequada aos punhos Da razão. O coice Dá majestoso o gado. Este corte nos lábios Rubricam meu contrato Com a força da família, Dos amigos e instituições. No processo fiquei rico, Não corro mais perigo De faltar com compaixão. O que viu meu amor Cegueira branca é mais branda. Literaturação. Já estou mais calmo, Paranoia fala alto Mas fala em catalão, Não entendo seu sentido, Ignoro sua intenção. De repente eu rimo Por pura distração. Vou deixar de ser girino Virar sapo ou sabão Ou papo ou não.

presença ausente

o charme da saudade é presentear a ausência de quem se ama. sad is to miss: said long love lost.