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Mostrando postagens de julho, 2015

Cereja Azul

cabes na minha mão, onde deitas felina e, lua, brilhas amante. nova, mínguas cheia, és a cor mais azul que o céu, mais sin fonia na forma da cin tura que sonata ao luar. um soneto sonolento , sombra sonâmbula, um fado safado, uma, duas fadas nuas, luas, ruas tuas, crueldades cruas, romântica semântica, desamparada, desapageda, sorrisos, sóis e rios de risos, melancólica rainha abelha gorda, geleia natural, imortal, tal qual mel e vênus. brilhas pequenina, feminina, mais fê que menina, mais sua que saudade, sacra secreção, e sua e soa, ecoa, escorre pelos anos, sai pela boca.

Review de "Talk", o primeiro disco solo de Daniel Johns

Escutei bastante o "Talk", disco novo do compositor do Silverchair, Daniel Johns. Gostei do que ouvi, no entanto não há muita novidade durante o disco, e o elemento surpresa é do que mais gosto na música de Johns, que está entre meus compositores favoritos, Paul McCartney, Michael Jackson, Tom Jobim, Prince, Beethoven, ainda outros, como Van Dyke Parks, que trabalha nesse disco como arranjador de "New York". Gosto do primeiro single, "Aerial Love" , tem uma boa melodia, frases longas, não muito óbvias, mas a estrutura geral é repetitiva. Aliás, durante todo o álbum tenho a sensação que a mixagem das partes, os arranjos, não são tudo o que poderiam, fui realmente notar na beleza desta melodia quando ouvi uma releitura pelos New Black Shades , as batidas não são muito fortes, marcantes, as viradas me parecem apenas preencher, "Warm hands" me dá esta sensação. Até "Cool on fire" , o segundo single, do qual não gostei muito, o á...

21 de Junho

O primeiro dia de inverno Hoje amanheceu Uma bela primavera. Flor enluarada Escorre um leite Que ferrão mel suga Poliniza coisa alguma. Gozo desde as estrelas Acerta o corpo, a face Toda mata que há tempos Não era tão virgem. A tarde, inútil de um sol Negro e macio, escorrega Feito fosse fácil amar. Liber responsabilidade, Saliva na Lua na testa da fada, Veneno que se espalha Bebemos, espelha Numa taça de mentira Bebes, te lambuzas. Te escondes e te tornas branca, Estaremos juntos, dividimos Um pedaço da morte. A noite alva melancolia, Solidão sólida leve companhia Nunca mais a vi nua Apesar de tê-la Toda nua a vista.