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Cereja Azul

Review de "Talk", o primeiro disco solo de Daniel Johns




Escutei bastante o "Talk", disco novo do compositor do Silverchair, Daniel Johns. Gostei do que ouvi, no entanto não há muita novidade durante o disco, e o elemento surpresa é do que mais gosto na música de Johns, que está entre meus compositores favoritos, Paul McCartney, Michael Jackson, Tom Jobim, Prince, Beethoven, ainda outros, como Van Dyke Parks, que trabalha nesse disco como arranjador de "New York".

Gosto do primeiro single, "Aerial Love", tem uma boa melodia, frases longas, não muito óbvias, mas a estrutura geral é repetitiva. Aliás, durante todo o álbum tenho a sensação que a mixagem das partes, os arranjos, não são tudo o que poderiam, fui realmente notar na beleza desta melodia quando ouvi uma releitura pelos New Black Shades, as batidas não são muito fortes, marcantes, as viradas me parecem apenas preencher, "Warm hands" me dá esta sensação.

Até "Cool on fire", o segundo single, do qual não gostei muito, o álbum soa limpo, pop, Johns está cantando bem. Então "Imagination" me surpreendeu, adorei a letra, a música tem uma pegada Prince, a guitarra pipocando aqui e ali, eu realmente esperava mais músicas como esta, a batida é espaçada e dançante, outro aspecto de que gosto nas músicas de Daniel, como em "Steam will rise", "Hollywood" e "The man that knew too much".

Da faixa 7 em diante começa o que creio ser o "lado B" do disco, sempre meu momento favorito no Silverchair, "Petrol and chlorine", "Dearest helpless", "Tuna in the brine" - das minhas músicas favoritas de todos os tempos, arranjada também por Van Dyke Parks -, mas em "Talk" fiquei esperando mais músicas mais diferentes, todas parecem ter o mesmo clima, não gosto disto, parece pop comercial, "Faithless" é uma canção de que não gostei nem um pouco.



Mas então há "New York". Sim, senhor Daniel Johns, agora estamos falando. Melodiosa, harmonia densa, surpreendente, tensões de emocionar, esta eu diria que tem um forte aspecto silverchairiano, se reconhece o compositor, mais que em "Going on 16" que a banda chegou a tocar ao vivo, mas que me soa mais como as lançadas em singles "Barbarella" e "We're not lonely... but we miss you", mas não tão legal. "New York" tem a potência de uma grande música, como "Across the night" e "All across the world", todas as três arranjadas pelo parceiro de Brian Wilson em "Orange crate Art" e "Smile",  o barroco e pop Van Dyke Parks.

Gostei dos sintetizadores, ótimos timbres, mas Kimbra em "The golden echo" ("Teen heat", "Miracle" e "As you are" foram compostas em parceria com Daniel Johns), por exemplo, parece estar fazendo um pop mais original que o de "Talk".



Há mais sobre "Talk". A última música é boa, "Good luck", estranha de alguns jeitos. O refrão de "Too many" é bonito. "Dissolve" achei cafona. Gostei.da batida e da ponte de "Sleepwalker". As outras músicas não me cativaram muito, "Good luck" tem seu mérito pelo timbre e um certo estranhamento.

Creio que se fosse um disco mais curto, ou com mais dinâmica, quem sabe com participações ou mesmo variar no gênero das músicas, seria um discão, tem potência de um pop de seu tempo, mas Daniel Johns costumava estar a frente.

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