Escrever em Inglês pode ser uma escolha estética. Ele tem texturas, cores, sons, prosódias diferentes de nossa língua mãe. Muitas palavras são monossilábicas, e alterações de prosódia não mudariam necessariamente o sentido. Pode ser também uma adaptação à linguagem internacional, de mercado, em especial da internet, onde por decreto, ou não, é língua padrão, e das mais faladas no mundo se incluirmos segunda língua. Mas se fosse esse o caso, também veríamos conterrâneos nossos escrevendo em Espanhol, quiçá em Mandarim, o que não acontece. Ouço nas discussões sobre o assunto um julgamento de gosto em cima de duas justificativas: que outros compositores pelo mundo também escrevem em inglês; que os artistas devem ter a liberdade de escolha e isto não deveria servir de crivo ao público. Bandas Brasileiras que tem o repertório em Inglês costumam circular em nichos específicos do gênero, como no Metal, Punk, etc, onde, talvez, o público releve a língua falada por priorizar outros atribut...