Tão linda que tu és, nunca reparei em ti. Tão óbvia tua cara, nunca reparei em teus olhos e te comi como como (se fosse) qualquer (outra) coisa. Te substituo assim, por qualquer piranha - mas não vivo sem ti. Pobre de ti que do mundo não sabe nada! Eu quero te comer todinha. Te saborear, possuir tua carne e tua beleza. Doar todo meu corpo para o ato de te comer: te amar. Quero te forçar para dentro de mim, te mastigar como se te beijasse - ou beijar como se mastigasse. Pobre de mim que de ti não sei nada! Teus olhos sequer existiam. Olhos, só os meus. Jaboticaba sempre foi fruta e mais nada. Aliás, fruta que nunca comi. Pobre de mim! Nanico ao teu lado; minha poesia e meu intelecto jamais teriam qualquer serventia para ti (jamais eu conseguiria compreender teu mundo); para ti sou apenas pequeno, fraco e sem chifres. Querida, quero aprender a te amar. Mostre-se a mim! Juro que vou te procurar, a ti me devotar: mirar bem em teus olhos - morrer de medo de ti - sentir teu cheiro e dizer q...