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Cereja Azul

linda, mimosa e dengosa (a vaca)

Tão linda que tu és, nunca reparei em ti. Tão óbvia tua cara, nunca reparei em teus olhos e te comi como como (se fosse) qualquer (outra) coisa. Te substituo assim, por qualquer piranha - mas não vivo sem ti.

Pobre de ti que do mundo não sabe nada!

Eu quero te comer todinha. Te saborear, possuir tua carne e tua beleza. Doar todo meu corpo para o ato de te comer: te amar. Quero te forçar para dentro de mim, te mastigar como se te beijasse - ou beijar como se mastigasse.

Pobre de mim que de ti não sei nada!

Teus olhos sequer existiam. Olhos, só os meus. Jaboticaba sempre foi fruta e mais nada. Aliás, fruta que nunca comi. Pobre de mim! Nanico ao teu lado; minha poesia e meu intelecto jamais teriam qualquer serventia para ti (jamais eu conseguiria compreender teu mundo); para ti sou apenas pequeno, fraco e sem chifres.

Querida, quero aprender a te amar. Mostre-se a mim! Juro que vou te procurar, a ti me devotar: mirar bem em teus olhos - morrer de medo de ti - sentir teu cheiro e dizer que te amo. Ninguém entenderá nosso amor. Nós mesmos não poderemos entendê-lo, e por isso vamos passar o resto das nossas vidas nos  pesquisando, nos experimentando, tentando entender, nos apropriar do amor: nosso amor.

Pobre do amor que não pode ser esse nosso.

Chamariam-no de outro nome. Loucura, libertinagem, falta de amor. Nunca admitiriam ser amor. Ninguém entende que não basta te comer, tenho que olhar em teus olhos melancólicos e amar tua tristeza de ser uma vaca. Ninguém entende que não basta seres útil e gostosa para mim, quero teu olhar de volta em meus e quero que ames minha melancolia de ser homem. Quero que me livres da pobre condição de ser homem: quero ser vaca como tu. Carregar tuas tetas e nossos filhos. Carregar toda tua dor contigo, e me oferecer como comida quando estiveres com fome.

Antes de tudo, quero te olhar, e ter certeza de que não sou eu quem está aí.

(Floripa, 4 de Outubro de 2012.)

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