Sinto que todo álbum novo de música popular que ouço utiliza de recursos digitais pra precisar tempos e notas, pra realizar o ideal do metrônomo infalível e da escala cromática de 12 semi tons. Há boas composições, mas se maquia o intérprete. Maquiagem pode realçar detalhes do belo, pois que há o feio. O músico estuda o metrônomo pra sentir o groove , e a partir dele, por que não, dinamizá-lo. Um maestro ao reger não usa metrônomo, usa-o em um momento anterior, para estudar. Músicos bons reproduziriam ao vivo a mesma técnica do gravado, se assim o quisessem, poderiam gravar ao vivo, sem metrônomo. Como seriam o ralentando, a fermata, a troca de compasso? Eis o problema da afinação, o absolutismo das notas, o Lá sempre 440HZ, é possível e praticável, mas o que interessa à tonalidade, e esse é um problema de nosso tempo, é a relatividade entre as alturas das notas. Ouvir o pouco ou o muito que desafina um cantor é ouvir o quanto ele é bom, é ser afetado pela reprodução da voz d...