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Mostrando postagens de 2013

Cereja Azul

dialógica

meio assim tom waits com jobim jerry atrás do zé punk rock e afoxé de tóquio à trindade stravinsky e mozart lispector paquerando com quintana platão apaixonado por muçulmana um pouco de novela, um outro de futebol pintado à aquarela, conservado em formol meio assim, meio assado é volumoso, é chapado um grande amor desapegado é alegria triste pra caralho

Súbita poesia para a moça que passa

De vez em quando olho uma linda moça que passa E só o que eu queria era poder fitá-la pelo resto de minha vida Ver sua escura saia fina balançar ao leve sopro de meu levado amigo vento Penetrar o soslaio de seu olhar que tenta brilhar pelo perfil de seus cabelos coloridos Metros e mais metros de pernas que carregam toda a tristeza de estar longe de mim Pra longe de mim.                             Só, passa, já passou. Tão linda quanto uma única flor repetida mil vezes Escapada de um portão pátrio Aberta, escancarada, arregaçada feito bico de pinto faminto Úmido feito amor e saliva e choro e boas vindas À tua frente os seios se mostram sempre Em volume e lembrança, segura e criança Balança com as batidas dos pés e do coração Que cai e choca E morre no concreto, nas pedras, nas cincas e no cinza do chão Por onde passou.
Pode curar gay Pode curar viciado Só não pode curar evangélico Médico & advogado Me processe Quem não tiver errado

presença ausente

o charme da saudade é presentear a ausência de quem se ama. sad is to miss: said long love lost.

O mar bate

(Mar lon Oliveira) O mar bate nas pedras tentando ser um com elas. (Lui bar bossa) bate bate em vão tolo mar se funda vida e termina praia em espuma de morte e pedra (Mar lon oliveira) Mas ressurge maré após maré! - com Marlon Oliveira.
tati  cor  terra tato @ topo da (tópica)mente: bele z  v em d olhar pa lavra alva luz dente - de aniversário para Tatiana Rozenfeld.
quando te conheci garota, eras a mais linda, só tinha olhos pra ti; a grama dançava, os carros paravam - até o som do ar se ouvia - o infinito mar aquietava pra te ou- vir passar.

bobagem

parece bobagem coisa pouca mas é só no que penso no ponto de ônibus, dentro do ônibus, escutando música, olhando o mar passar, passa uma, duas, passam todas as mulheres do mundo e eu só penso em ti até te imagino me dizer é bobagem, larga disso esse papo de amor tá com nada o negócio é a boca a boca
se queixa do barulho porque quer conversar, declare seu desejo ao invés de reclamar!
Ler move a gente por inteiro Ler envolve ver palavra ouvir movimento Ler é sentir o pensamento

Apon te

A ponte é um sím bolo de união. A ponte flu tua sobre o mar. O carro não voa.
Florianópolis é uma cidade chata Só tem ônibus e gente Chata. Até tem, em Floripa Os melhores músicos do mundo Até tem, na Trindade Das melhores universdades do mundo Até tem, na Armação na Daniela, na Solidão na Barra, no Ribeirão na Beira-mar, na do Cagão (N)as mais lindas praias As mulheres do mundo. Mas no global Florianópolis é chata Fina lisa escorregadia Astuta careta antiquada Monárquica do pior tipo. Mas tudo bem porque a realeza já está velha Daqui a pouco morre.

Bebebem

Ela num bar qualquer bebe com quem quiser cai na vala onde couber dá pra quem souber apreciar corpo mulher Ébria de vinho, mé ou sem Baco até sóbria, se assim vier Porém ela faz é tudo o que bem, ou não, entende. É clichê dizer mas pra se viver experimetar bem Se ela quiser Cagar os pé Encher, mas encher a cara, se entorpecer Meu amigo, não será você estorvo de seu prazer.

Cultura

I A vacina é a doença mais fraca A aspirina, uma droga barata A fumaça do tabaco não chapa Nossas crianças mamam tetas de vaca Ainda tem índio que não é brasileiro E brasileiro que ainda é estrangeiro Gaúcho do Rio de Janeiro Nordestinos desse mundo inteiro Papai mamãe acreditam na escola Além da esmola, se aprende a jogar bola E matemágica, coelho da cartola Pra caixola, por/que cai na prova(?) A televisão fala daquilo que sabe O filósofo diz que nada sabe A ciência diz que tudo é verdade A poesia tigre dente de sabre Quem comprou carro quer chegar bem mais rápido Quem vai de bike, não se dá ao trabalho Dentro do ônibus quarenta palhaços Fazem fila, deixam às mãos os trocados O médico tem poder de cura Tira doença, faz sumir a loucura O stress da tarde, quem é que atura? A corcunda do camelo é cultura II Fungo na merda é cultura. A língua francesa é cultura. Clitorectamia é cultura. Circuncisão circo pão rir ou não chamar de Rio Jordão Rio Japão c...

Função do psicólogo de RH

C o       l o c a r  o  h o m                                  em               c e r t o N o       l u g a r                 in

João de barro

Pobrezinho, bica o chão, come pó pisado. Ou será que leva terra pra casinha, seu João de barro?
Livre associação Livre + Ass + Ócio + Ação Livre : 1. do ato de não ter: direção, comando; 2. do ato de ser: algo ou alguém; 3. devir. Ass : do inglês "bunda", ou "cu". Ócio : 1. de não ter o que fazer e fazer: justamente isto; 2. do ideal Grego; 3 vazio por onde corre o Rio Criatividade¹. Ação : 1. verbo; 2. falar; 3. agir no mundo; 4. potência. Ação ociosa sobre a liberdade anal (sadismo pré-genital); Dar-se conta da fala, da garganta, dos esfincteres: controle dos esfincteres; Superar carência oral de mamãe não dar de mamar; Admitir infant (sem fala (paradoxo: falar até dar-se conta de que não adianta falar)) ilidade genital.  ¹ Quanto mais largo maior o fluxo, por conseguinte os acidentes decorrentes de mergulhos, surfes ou navegações imprudentes. 
Passou um passar inho - ou avião? - olhou pr'oposto do céu e achou o  l u m i n o s o   formigueiro de gente lindo.

No dia da divisão

O que passou Jesus no pão? Certo não foi polenguinho ou requeijão. Deve ter sido um outro tipo de banha.
Parece que enfim ela está me amando Enquanto escrevo palavra texto Ela ouve palavra canto Som que sente antes de te r senti do
Aprender : Prender o A (B, C étera) ; ou negar o que prende ¿

Inverno

Ventilador parado porque é inverno. Casaco nos braços porque agora está quente e porque é inverno. As mãos entre as pernas ou sem se escapulirem pelas mangas porque é inverno. Porque é inverno se bebe vinho e quentão e come paçoca e pinhão, e pipoca, e porque é inverno, debaixo do cobertor ou do edredon. Morno infante radiante verão particular (partícula por partícula se encolhe, e se aperta) aquece sob o cobertor o corpo tremendo ri do frio porque é inverno mas aqui tá quentinho. Folhas secas pela calçada não mais estão porque é inverno foram varridas no começo da estação.
amar cura amargura

Internet

Cérebro de Deus A livre navegação pelos mares em redes de sítio em sítio, no levará ao profundo inconsciente de Deus. in (conscien) te in(cons[cien])te _ in(c{son}[cien])te                         _ {som} in(c{som}[cien])te _  in(c{som}[cien])te[cia]                              _ [ciência]

Lígia não existe

Lígia não existe. A prova disso é que antes de ela surgir na tela ninguém sabia de sua existência, e quando ela finalmente surge me vem a certeza: essa menina não existe, nem nunca existirá. Ela sabe disso. Tanto que quando tenta dar um primeiro passo dentro de sua existência, uma parte de si congela como que em dúvida sobre seu desejo de ir. Ir aonde? Lígia e ela mesma estão em uma praça, mas quando Lígia (ou ela mesma?) experimenta existir, eis que se encontra em um gramadão, um bosque. O primeiro encontro de sua existência foi com um menino sujo de terra, mas que não se importa com a terra, tanto que para ele nem parece surtir incôodo de sujeira, a terra faz parte de si, de sua grande saúde - ele é a própria terra. O menino a oferece o contrário do fruto do conhecimento, ele a oferece o real, sem representações: a comida (vida), o gosto de sal (sabor que nos libidina, desejo que explicita a falta de sabor de existir realmente, falta que mostra adiante a morte, morte certa que t...

Minha cara

Vem devagarzinha Feito fosse minha Feito um som De cantar e esquecer Palavra é máscara Sopra cara minha Tua voz macia Esqueço um pouco De tentar entender Deixo a musa cantar

Buquê de gabiroba

Se chover lá Sol suspende a cor O dó, a dor é bem maior Que a Lua brilha nua Sobre o céu claro de manhã Sopra um vento Um rio sibila O corpo, o rosto morno Margem noutro Beijo a pele fria Fora do lençol de manhã Lembra de mim Chora por mim Lembra de um doce gosto azedo De amanhã ser pensamento Um buquê de gabiroba pra você Viva por mim Morra por mim Esquece de
nessa horas da madrugada sempre me vêm uma ou outra árvore a fazer shh shh mas não me calo não canto e canto e não importa vizinho árvore, pássaro, gato, gente, carro só de madrugada chacoalham os chocalhos soando as folhas shh shh vez ou outra uns batuques de galho de madeira do salto de piriguete batendo no chão antes de bater à porta tira os sapatos e esfregam as meias finas shh shh
fodeu! e freud? freud é foda. — com Natasha Horski
Se pode pé pode ser mão Se for olho pode orelha Se for nariz Nariz será Já, se for boca pode ser cu. O pau tá para os lábios como a boceta e seus os lábios se beijam e se mastigam, duros sem dentes dentadura, se for língua lambe. Pode ser umbigo, e se for umbigo, pode ter mãe se tiver pai, pode ser sorte. Se for morte só pode estar vivo Se for, pode ser acidente ou sem querer querendo. Se for, será triste se pôde ser feliz. Se pode pé pó de estar sob o chão de pó, se for de estrelas pode estar dependurado, pode ser pelo pescoço pode ser pela cintura, se acorda, se não for corda mas for amor.
vergonha na cara? já me basta  a guardada  nas calças.
Não é preciso  mandar  vir  os  versos  mesmos  se  vêm  vindo  pelos ventos Ou vêm de dentro depende o momento
o meu olhar o l h a r á o seu  olhar
Com licença, onde fica o nono andar?