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Mostrando postagens de outubro, 2015

Cereja Azul

Ilhada

Te gosto assim Coberta em graxa Imprópria, profanada Usada, vivida Te quero assim Cheirando a mar Que não cheira mar Odor de dar calafrios Um fedor de amor eterno De infância, irrecuperável Te quero cabeluda Crespa, volumosa Me afogar nas ondas, Debaixo dos caracóis De teus pentelhos Beijar onde a vida Ainda não se fez Te quero nova, intocada Virgem, muda De véu e shorts De burca, na Lua Chula, refletida Na lagoa, duplicada Velha, maltratada E amada, ilhada.

Beija mor

Há quantos anos Não via um beija flor Calmo lilás estamos Nem parece amor

Fica

Teu lado da cama Acordei sozinho Feliz pois que a chuva Negra regou minhas Flores ideias, mas triste Podias ter ficado Mantemos uma distância respeitosa Entre Israel e Japão Entre 87 e 96 Entre morrer aos 27 E amar virgem primavera Entre cozinha e banheiro Entre o som e o fetiche Entre trabalho, ócio e emprego O períneo Entre a dor e o carinho Podias ter ficado Eu podia estar ocupado Mas nosso caso é antigo Tem meses, anos a fundo Fiquei quieto Gosto de ouvir Os detalhes E usar cada palavra Metáfora, amor Jogar a comida na tua cara Te lamber sem dizer