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Cereja Azul

Se o MBL falou, tá valendo o contrário



Imagino que as mazelas da colonização pelos brancos na Angola são diferentes das no Brasil. Vale a leitura e reflexão do livro Pele negra, máscaras brancas de Fantz Fanon. 

Ora, depois de quase meio século de escravidão no último país a abolí-la formalmente, ou é ingenuidade ou má fé comparar, sem ressalvas, a problemática dos negros com a dos obesos. Muitos grupos minoritários, não porque são em menor número, sofrem prejuízos em decorrência do preconceito da maioria, que também não a ver com quantidade, suas origens, efeitos e máquinas de guerra são diferentes, os loucos, as mulheres, os engajados nas questões de gênero, os negros, os obesos, os árabes, os pobres, etc. Há e haverá aquele que, pela cor ou classe, é oprimido, mas que encontra privilégios da maioria, da casa grande, via acordos contra o próprio grupo a que pertence. Vemos filmes sobre judeus que ajudaram nazistas, negros que ajudaram escravocratas, etc. Por exemplo o jovem conservador Fernando Holiday, vereador negro de São Paulo pelo DEM, militante do MBL, que tem projetos contra cotas, contra o feriado da consciência negra e provavelmente outras canalhices do tipo.

A questão do turbante especificamente é polêmica, eu não saberia opinar, mas sinto que apropriação cultural, que no Brasil se dilui e se confunde com nossa anti tradição antropofágica, existe sim. Há pressão no social para embranquecer sim, alisa-se o cabelo por muito mais que essa suposta praticidade do cabelo liso. Eu mesmo que nem negro sou me envergonhava por meu cabelo volumoso, pelo simples motivo de ser volumoso, sentia-me feio porque não me reconhecia nos heróis, cantores e outras personas brancas de cabelos lisos que bombardeam crianças dia e noite. Se um branco quiser fazer seja lá o que for que grupos de negros e outras minorias possam criticar como racistas, pouco o impede de fazê-lo, no entanto responsabilize-se e reconheça que se pode pertencer, sim, a esta categoria de quem ignora a questão racial. 

Nas palavras de quem tem propriedade.



Na polêmica sobre turbantes, é a branquitude que não quer assumir seu racismoAna Maria Gonçalves




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