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Mostrando postagens de 2016

Cereja Azul

Tira da Saúde e põe na Cultura que cura

Se o MBL apoia, é cilada. A Oficina de Música de Curitiba foi cancelada, o prefeito fez a infeliz constatação de que usará as 900 mil golpetas em saúde. O Estado tem recurso para tudo, faltar dinheiro para a Cultura é retirar dinheiro de trabalhadores e famílias. Cultura não é entretenimento, é identidade de um povo, é local de fala, liberdade de expressão, é direito básico. Sem Arte perigamos ficar reféns de narrativas rasas, pobres de conteúdo, com mais cosmética do que estética, como a televisão e outras grandes mídias, sem preocupação ética. Investir em Cultura é questão de saúde pública, mental e social. O que este prefeitinho da República de Curitiba faz é pura demagogia, é criar atrito entre estes dois setores, Saúde e Cultura, e pô-los um contra o outro. Ora, quem seria contra Cultura? Quem seria contra Saúde? Absurdo, o inimigo é outro, é um Estado falho, Governos corruptos, instituições corporativistas e politiqueiras, vendidas. É um problema Cultural. Não digo que S...

Qual a graça de Artic Monkeys?

Na primeira faixa, um rock riffado, bem timbrado, moderato. Bem produzido, familiar. A segunda faixa, outro rock riffado, estrutura parecida na relação estrofe e refrão, convenções bem ensaiadas, no ao vivo eles devem ser mui envolventes. A saída do C pro retorno do refrão tem dinâmica, silêncios, as frases andam pelas cordas, mas particularmente, coisa de gosto pessoal, sinto falta de modulação, contra pontos mais interessantes. Na terceira faixa eu já tou um pouco entediado, mas não tou prestando atenção no texto, pode ser bonito. A melodia em oitava, e no refrão as vozes se polifonizam. Esta faixa tem novidade, mas acho que em comparação com as outras. Acho que eu só ando cansado do rock, mas são bons compositores. Até a quarta faixa, todas canções seguem a fórmula do riff dinâmico, parece essa a pesquisa deles. Por aqui tou mais dentro da estética, começo a me interessar mais, reparar em detalhes. Todas as músicas parecem usar recursos muito semelhantes, pode ser estética, m...

29 anos, ponto sem retorno

O da bicicleta é claro, todo mundo diz, não se desaprende a pilotar uma, mas em todo aprendizado há um ponto sem retorno, falar, andar, tocar um instrumento, chega-se a um ponto que, se houver algum tipo de retorno, parece retardo, podemos dizer inclusive isso indicar um sujeito adoecido. É dizer, alguém que fez algumas aulas experimentais de violão ficar umas semanas sem tocar esquecerá de tudo, outro alguém que tenha estudado durante mais tempo, performado, estudado repertório, escalas, mesmo que fique um bom tempo sem tocar, anos quem sabe, quando reencontrar com seu instrumento poderá tocar lindamente, mas enferrujada.  O adulto é um ponto sem retorno. aos 27 senti uma ruptura, via fotos de falecidos ídolos meus que não viveram pra completar o retorno de saturno, e eu aqui, o que fiz? O que posso, o que devo fazer? Durante o gerúndio da adolescência, e um pouco menos na juventude, podemos escolher ser músico pra depois biólogo e por fim estudar outros assuntos a fim de...

M acho

Macho é o cachorro, O elefante, o mosquito. Sou qualquer coisa Além do macho. Bicho Homem tem palavra Adequada aos punhos Da razão. O coice Dá majestoso o gado. Este corte nos lábios Rubricam meu contrato Com a força da família, Dos amigos e instituições. No processo fiquei rico, Não corro mais perigo De faltar com compaixão. O que viu meu amor Cegueira branca é mais branda. Literaturação. Já estou mais calmo, Paranoia fala alto Mas fala em catalão, Não entendo seu sentido, Ignoro sua intenção. De repente eu rimo Por pura distração. Vou deixar de ser girino Virar sapo ou sabão Ou papo ou não.

Ordem, progresso; polícia, desejos e devires

Como dizem, se organizar direitinho, todo mundo transa. É dizer, há espaço pra libido de todos, pra todos os desejos, mas precisamos organizar. Na bandeira do Brasil diz ordem e progresso, cafonice positivista, mas conceitos efetivos. De um lado o progresso, o avanço, a mudança, os devires, e do outro a ordem, a manutenção, a neurose. Parte dessa conciliação é feita pelo Estado Democrático de Direito, e a polícia é um dos principais pilares de uma nação firme e justa.  O que sustenta qualquer um dos pilares deste Estado Democrático de Direito, que é o Brasil, é sem dúvida o cidadão. O projeto de Estado é votado pelo cidadão para que junto ao direito produza leis que protejam o cidadão de, inclusive, outro cidadão, que estimule a economia, a cultura,em nome de mais riquezas, belezas e bem estar social.  Em casos homéricos de corrupção esperamos poder contar com uma polícia justa, autônoma e bem amparada, contra casos de violência cotidiana, brigas domésticas, na ru...

Luz petrólea

Pele petalar Pérola pêra Amar, o elo Entre o mar E o amarelo

A estética da cidade e a pichação Fora Temer

Um local privilegiado para se anunciar, dizer algo, é do que há de mais caro. Alguns segundos no intervalo comercial da tevê, outdoor em local de trânsito pesado, meia página em revista de grande circulação, a letra do anúncio no jornal. Há quem, por circunstâncias e desejos, sente que tem o que dizer mas não por onde, a imprensa revolucionou esse meio, mídia, por onde se dizer, hoje a internet inaugura uma rede entre nós, e é um novo privilégio ter esses sítios de livre expressão. Ainda, anunciar na cidade tem mais alcance, claro, é onde se vive. Quem detém o controle sob a estética da cidade? Onde seria capaz de nos comunicar com as inúmeras pessoas que passam por nós? Os terminais de ônibus de Florianópolis, do Consorcio Fenix, sabem lucrar com seus paineis, é mais fácil saber das últimas promoções da Pittol, das óticas do pai da modelo, que do horário do ônibus pro Rio Vermelho. Há pichações que são assinaturas, como faz Trump em seus prédios por Manhattan, há outras que s...

duas músicas

Horárcio vai à praia, caminha calmo,  o ambiente é turvo, caminha quase definido, o passo é firme, tônico, o repouso aos poucos se anuncia. Será esta a praia? Realizou seus desejos no processo, quando concluiu há muito já estava concluído. O que mantém o movimento é devir, parece que é aqui mesmo que quer chegar, quando o padrão se modifica as ondas suingam, sabe bem onde está mas só ficará aqui mediante novidade. Um ritmo composto se impôs, é romântico. Claro, sempre se chega num clichê, o amor é o melhor deles, é dessas repetições que requerem novidade, coisa de mar. Nem sempre o romântico é amoroso, e vice-versa, é melódico, já o era, harmônico. Afastou-se, prudente, acidentou-se voluntariamente. Porque o deseja, o acidente, sente a falta da casa, daquele passo firme que o trouxe aqui.  É grave o retorno, quando foi que ficou tudo turvo, de repente, parece que enxerga nada além de som, é dificil interpretar som. O retorno é mais curto que o motivo se apresentando, o mi...

Agrido ce

A  grade    agride e agrada.  Agrade            ça.