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Cereja Azul

A estética da cidade e a pichação Fora Temer

Um local privilegiado para se anunciar, dizer algo, é do que há de mais caro. Alguns segundos no intervalo comercial da tevê, outdoor em local de trânsito pesado, meia página em revista de grande circulação, a letra do anúncio no jornal. Há quem, por circunstâncias e desejos, sente que tem o que dizer mas não por onde, a imprensa revolucionou esse meio, mídia, por onde se dizer, hoje a internet inaugura uma rede entre nós, e é um novo privilégio ter esses sítios de livre expressão. Ainda, anunciar na cidade tem mais alcance, claro, é onde se vive.

Quem detém o controle sob a estética da cidade? Onde seria capaz de nos comunicar com as inúmeras pessoas que passam por nós? Os terminais de ônibus de Florianópolis, do Consorcio Fenix, sabem lucrar com seus paineis, é mais fácil saber das últimas promoções da Pittol, das óticas do pai da modelo, que do horário do ônibus pro Rio Vermelho.

Há pichações que são assinaturas, como faz Trump em seus prédios por Manhattan, há outras que são imperativos, como o outdoor "Não pense em crise, trabalhe" do golpista, ambos pagaram caríssimo por esses locais de destaque, um com uma pequena herança de alguns bilhões do pai, o outro com milhões de votos usurpados.

Grafites são outra coisa, outro design, outros objetivos, a valorização portanto é de outra ordem, de juízo de gosto. Como o Estado pode fazer para dar vazão a toda, ou às mais possíveis, formas de expressão? Não há outra finalidade pra nossa violenta e armada polícia militar do que atirar contra adolescentes, jovens e adultos equipadas de tinta e indignação? Mesmo contra os blocos pretos que atiram pedras contra os blocos cinza de concreto de empresas, e bancos, que agora terão apenas de usar de seus fundos para explorar ainda mais seus empregados sob ameça de desemprego e fome. Não há médico, cubano ou burguês, que faça o olho da jovem agredida por um militar voltar a enxergar.

Jornais constroem narrativas, não informam fatos, não são mais verdadeiros que uma poesia de Leminski ou uma pixação #ForaTemer. Quando falamos contra algo, nos posicionamos a favor de outro algo, e isto é importante, evitar a hipocrisia, reconhecer o classismo, o racismo, o machismo, o golpe, e se posicionar diante deles, negar as ideologias que tentam nos afogar, é isentar-se de responsabilidade e sucumbir a elas, mas resisti-las, nas ruas, na fotografia, nas urnas, é o bom encontro entre coração e ação.

Destaques

Como fazer uma mulher se apaixonar em menos de uma semana.

Beije-a publicamente na Quarta-feira. Tome especial cuidado para que alguém próximo e querido dela entre em contato com vocês dois, juntos, durante esta Quarta; não a beije ou segure sua mão em frente ao tal amigo, mantenha-se sereno, distante e observador, a moça se excitará com o mistério projetado sobre o bom amigo (mistério falso, pois tua postura viril deve deixar clara tua intenção de beijá-la antes que finde a Quarta-feira). Assim que o cenário estiver parcialmente (certa dose de aleatoriedade é necessária a fim de que não dê a impressão de ser uma cena de filme clichê demais, ou um teatro de interpretações exageradas não convincentes; a grande dificuldade da cena romântica: parecer real). construído leve-a para qualquer lugar em que vocês dois não se sintam hostilizados (longe de semi-conhecidos, longe da possibilidade de encontro com familiares ou bons professores) e, enfim, a beije - não esqueça do óbvio que é o homem ter o dever de tomar a inciativa do beijo, Demonstre, qua...

Ladainhas e clichês que se escuta falar sobre fazer música

Muito hoje se fala sobre música como negócio, assunto mais que urgente. Diz-se que um grupo de música, uma banda, é como um casamento, depois diz que deve se levar como um negócio, sem misturar o pessoal e o profissional. Ora, ou se casa por tesão e amor ou por arranjo econômico e familiar institucional.  Música não é sequer casamento ou empresa. O Palcodigital levanta importantes estereótipos que atrapalham a manutenção de um grupo de música, mas são genéricos mal articulados que atrapalhariam qualquer investimento na vida, é a técnica do mind set , querer manipular a maneira de o músico pensar para encaixar-se no padrão estabelecido. Não podemos nunca fazer as coisas em nome do medo, é uma questão espinosista, medo é paixão triste, portanto nos tira a potência de agir. Porquanto o medo nos proteja da morte, a música não se trata de sobreviver, mas de produzir desejo, super viver. Um sujeito pode não querer largar seu emprego e dedicar-se a banda de tal maneira não só por me...

Sasha Grey

Sasha grey é uma atriz pornô que gosta do que faz, diferente de quem diz que gosta mas passa anestésico no cu para sentir menos dor. Ela grita e tem uma bunda linda e grande. Gosta de possuir e dominar muitos homens ao mesmo tempo (que mal são homens, porque não costumam ter rostos, apenas pau) e de ler Sartre. Aposentou-se antes dos trinta anos e fez muito homem gastar dinheiro só para fantasiar com seu gosto de mulher que gosta de dar - coisa que diz-se rara. Ela é linda e ja fui apaixonado por ela; tenho muito orgulho de sua profissão, de seus lindos peitos pequenos e de seus cabelos naturais na cabeça e na boceta. Já quis amá-la muito mais que qualquer atriz de novela.