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Mostrando postagens de maio, 2013

Cereja Azul

Internet

Cérebro de Deus A livre navegação pelos mares em redes de sítio em sítio, no levará ao profundo inconsciente de Deus. in (conscien) te in(cons[cien])te _ in(c{son}[cien])te                         _ {som} in(c{som}[cien])te _  in(c{som}[cien])te[cia]                              _ [ciência]

Lígia não existe

Lígia não existe. A prova disso é que antes de ela surgir na tela ninguém sabia de sua existência, e quando ela finalmente surge me vem a certeza: essa menina não existe, nem nunca existirá. Ela sabe disso. Tanto que quando tenta dar um primeiro passo dentro de sua existência, uma parte de si congela como que em dúvida sobre seu desejo de ir. Ir aonde? Lígia e ela mesma estão em uma praça, mas quando Lígia (ou ela mesma?) experimenta existir, eis que se encontra em um gramadão, um bosque. O primeiro encontro de sua existência foi com um menino sujo de terra, mas que não se importa com a terra, tanto que para ele nem parece surtir incôodo de sujeira, a terra faz parte de si, de sua grande saúde - ele é a própria terra. O menino a oferece o contrário do fruto do conhecimento, ele a oferece o real, sem representações: a comida (vida), o gosto de sal (sabor que nos libidina, desejo que explicita a falta de sabor de existir realmente, falta que mostra adiante a morte, morte certa que t...

Minha cara

Vem devagarzinha Feito fosse minha Feito um som De cantar e esquecer Palavra é máscara Sopra cara minha Tua voz macia Esqueço um pouco De tentar entender Deixo a musa cantar

Buquê de gabiroba

Se chover lá Sol suspende a cor O dó, a dor é bem maior Que a Lua brilha nua Sobre o céu claro de manhã Sopra um vento Um rio sibila O corpo, o rosto morno Margem noutro Beijo a pele fria Fora do lençol de manhã Lembra de mim Chora por mim Lembra de um doce gosto azedo De amanhã ser pensamento Um buquê de gabiroba pra você Viva por mim Morra por mim Esquece de