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Mostrando postagens de maio, 2015

Cereja Azul

Quero ser ruído de mar Tão suave que quase imperceptível Tão forte e profundo Que eternamente presente Quero ser silêncio que procuras Em meio ao trânsito À tormenta, o silêncio que falta Quando o ciúme agita Quero ser o impossível Mergulho profundo e refrescante O gozo da queda E a aventura de dormir Quero ser o que regula tua temperatura E te apavorar Com a iminência de um tsunami De te amar Teu transtorno no verão Teu próprio verão Aquele que abandonas Quando quente o mar e fria a lua Quero ser ruído de mar Que aos domingos chora contínuo Não sabes se pra ti Mas cuja lágrima azul clara rosa tem teu nome O ruído mais suave Mais rouco, pouco O que prova tua ineficiência Não sabes amar Mais distante que o céu Quero ser o que está dentro de ti Na lembrança, num vai e vem Quando te faltar pai ou estar nua Quero ser o moreno, o frouxo Que de tão azul, não soube ser mar O ruído em frente ao teu quarto cantando O dia podia ser mulher, ser melhor

Sucesso

Faço o melhor da minha vida Me entrego, sincero Choro, nu, em público E aqui estou Só Esperando o ônibus Primeiro da madrugada Pra que? Ficar um pouco contigo E tu nem aí Grudada a cara no celular Com quem tanto falas? Onde querias tanto estar? Pensei que te impressionaria Que olharias pra mim Mas ao fim falo besteira E cá estou Tendo dado tudo de mm Sem ser quisto por alguém Nem por quem Acredito Já me amou Quanto glamour Viver de arte é isso Quinze para uma Quinta-feira Esperando o ônibus Estrela rocha na ilha mágica

ciúmes

como encarno, não apenas visto a pele,o lobo, nada mais justificável que eu seja também agredido. essa luta não é minha, antes é contra o que me tornei. posso livrar-me disto, pergunto a chuva, pois que a mulher já não me quer.

Calma

Calma Com muita calma Largo, na valsa Em silêncio Pra nunca alguém encontrar Feito uma casca, um buraco Na alma A fala falha A mente mente Em silêncio Na luta em não despertar Se mostrar aos monstros Sem máscara Pra que inventar que é azar Quando é par de meus ais Quanto mais me afogar nesse mar de pensar Mais perco a calma
Que nunca me falte A clara letra c Na alma.
calma   alma ca ma   a ma clama   lama cla   a