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Mostrando postagens de agosto, 2017

Cereja Azul

Os piores filmes

The Room , porque é ruim em tudo, não há nada, é esqueleto de um corpo doente, um clichê, desnutrido, come qualquer coisa. Enredo fraco, personagens ruins, cenário qualquer, texto mal escrito, fotografia sem propósito, som mal colocado, edição mal feita. Mas este filme nos revela segredos, a virtude de Wiseau é fazer da pior maneira o possível o que a Globo e Hollywood se esforçam para maquiar. Eu não faço ideia do que estou fazendo com minha vida , de Clarice Falcão, e de fato não sabia, nem deveria tê-lo feito. É parecido com The Room , não há o que assistir, mas compadecemos porque ela tenta, é deprimente. Tenta fazer diálogos que interessem, reflexões cativantes, tenta, logo não consegue. Wiseau não tenta, faz, e da melhor maneira que consegue, sozinho, e compôs algo imbatível. Este filme da ex Porta não tem porque. Minha mãe é uma peça deveria ser drama. A personagem mãe do autor é tão preconceituosa, tão grosseira, asquerosa, é sujeito mais desagradável que David Brent ou...

Rádio univer si tária

vim te ver santa e bela por ela mais vinte dedos na tecla, na tela, no ouvinte vou fugir dessa mesmice à educação perder um pedacinho de certeza lá no fundo do mar lançar por esse estado mais mil formados pra fazer desse cristal espelho sabão vinte anos somamos ao termos mais vinte danos, sopranos compramos requinte nas manhas do cu do mundo belezas ímpar vagabundas confessas fronteiriça litorânea uni versos idades no universo de lages hoje tou triste, pecador perdi meu emprego, chicão tá mandando no baixo, mas não se escutam os sensei vim te quebrar a cara, rir te humilhar e pedir-te beijos e carne de porco é brinde

Ouça toda a obra do Foo Fighters em uma única música

O último disco do Foo Fighters pra que dei atenção foi o One by one , mais porque já gostava do Nothing left to loose  e quis conhecer mais da banda do cara que já havia tocado com um de meus compositores favoritos, Kurt Cobain, do que por ter curtido o primeiro single,  All my life . Este disco até tem bons temas, mas não me desperta o interesse como os anteriores, parece que é aqui que Dave Grohl começou a se repetir e parou de se esforçar tanto pra compor, pode até ser coisa de gravadora. Quando lançaram Best of you rompi com a banda. Foi político. Tema monótono, repetitivo, texto raso de auto ajuda, cafona, clichê, parecia aula de como escrever música estilo Foo Fighters, com um quê de Coldplay. Só de pensar sobre, ela se cola feito chiclete ou cocô de cachorro pela calçada. Terrível. Não mais fui atrás, evitei, não ouvi mesmo. Hoje meu amigo Arthur Brotto perguntou se eu havia ouvido a última música lançada por eles, que estava ouvindo, e esta era igual a todas as outr...
Proibir flor nunca deu frutos

Ladainhas e clichês que se escuta falar sobre fazer música

Muito hoje se fala sobre música como negócio, assunto mais que urgente. Diz-se que um grupo de música, uma banda, é como um casamento, depois diz que deve se levar como um negócio, sem misturar o pessoal e o profissional. Ora, ou se casa por tesão e amor ou por arranjo econômico e familiar institucional.  Música não é sequer casamento ou empresa. O Palcodigital levanta importantes estereótipos que atrapalham a manutenção de um grupo de música, mas são genéricos mal articulados que atrapalhariam qualquer investimento na vida, é a técnica do mind set , querer manipular a maneira de o músico pensar para encaixar-se no padrão estabelecido. Não podemos nunca fazer as coisas em nome do medo, é uma questão espinosista, medo é paixão triste, portanto nos tira a potência de agir. Porquanto o medo nos proteja da morte, a música não se trata de sobreviver, mas de produzir desejo, super viver. Um sujeito pode não querer largar seu emprego e dedicar-se a banda de tal maneira não só por me...

Melhor do que parece, O Terno

Delay, reverb, bonitos, protagonistas. A mixagem importa. Tim Bernardes tá cantando bem, bateria de Biel Basili presente, baixo de Guilherme d’Almeida maccartneyano. Bom refrão. percussão, a guitarra sempre bem timbrada, o fino do rock. A faixa de abertura, Culpa, é bonita. Segue bem, se eu já tinha achado o nome da primeira faixa cristã, o órgão e a solenidade da introdução da segunda faixa quase confirma. Faixa divertida, dinâmica, bem arranjada, tá me fazendo pensar no título do disco. Álbum dinâmico, desperta a curiosidade. O pan aberto, instrumentos separados, às vezes o baixo está à direita, charmoso, não chega a desequilibrar. Arranjos de voz bonitos, harmônicos. O C da terceira faixa caiu bem, inesperado, moderno. Uma alegre celebração amorosa, um ode. Os arranjos estão realmente bonitos, cordas, vozes, percussão, mais a banda, baixo, bateria, guitarra e órgão dinamizam a leve repetição inerente a toda forma canção. Até aqui, todas as canções começam e terminam...