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Cereja Azul

Melhor do que parece, O Terno



Delay, reverb, bonitos, protagonistas. A mixagem importa. Tim Bernardes tá cantando bem, bateria de Biel Basili presente, baixo de Guilherme d’Almeida maccartneyano. Bom refrão. percussão, a guitarra sempre bem timbrada, o fino do rock. A faixa de abertura, Culpa, é bonita.

Segue bem, se eu já tinha achado o nome da primeira faixa cristã, o órgão e a solenidade da introdução da segunda faixa quase confirma. Faixa divertida, dinâmica, bem arranjada, tá me fazendo pensar no título do disco.

Álbum dinâmico, desperta a curiosidade. O pan aberto, instrumentos separados, às vezes o baixo está à direita, charmoso, não chega a desequilibrar. Arranjos de voz bonitos, harmônicos. O C da terceira faixa caiu bem, inesperado, moderno. Uma alegre celebração amorosa, um ode.

Os arranjos estão realmente bonitos, cordas, vozes, percussão, mais a banda, baixo, bateria, guitarra e órgão dinamizam a leve repetição inerente a toda forma canção. Até aqui, todas as canções começam e terminam bem.

O Terno é uma banda de rock, fazem como os clássicos, misturam bolero, se atrevem na harmonia, na dinâmica, mas são rock. Percebem-se as referências, mas desenvolvem sua originalidade.

Eis que surge um samba, irônico, jocoso. Até o trompete parece caçoar, saturado e distorcido, bonito. Samba rock n roll.

Romântica, Volta, começa psicanaliticamente, nasceu amando. Me emocionou, deu saudade de minha namorada. Minha faixa favorita do disco.

“Minas Gerais” sobe levemente a dinâmica e muda de assunto, um rock exaltação, tipo Belchior. As referências são questionáveis, eis um bom compositor, o que bem disfarça suas fontes.

“Deixa fugir” não me convenceu, parece primeiro disco da Los Hemanos, com umas modulações sem graça ao final. Tou achando que o final do disco pode sofrer de uma síndrome do coda preguiçoso, também conhecido como encheção de linguiça porque o disco precisa de mais faixas.

Houve um tempo em que eu esperava pelo lado B dos discos. Os lados B do Silverchair, por exemplo, costumam ser minhas faixas favoritas, mas hoje parece mais obrigação de contrato, cumprimento de horário, como dizer que o disco precisa de 10 faixas. O último do François Muleka, O limbo da cor, não me causa essa sensação, mas o seu Feijão com sonho sim.

A penúltima faixa desperta o ouvido novamente, é uma bossa nova, curta.

O texto da última é uma queixa que já havia aparecido no repertório d’O Terno, o tédio das músicas novas. É um compositor realmente preocupado com sua obra, pesquisador, eu particularmente me canso do rock, mas é um gênero libertino, permissivo, um compositor que saiba se aproveitar do gênero pode compor boas canções, melhor do que parece, como esse disco. O final do álbum ficou Oasis, podiam ter aproveitado melhor os metais no final, mas tudo bem.

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