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Cereja Azul

Os piores filmes

The Room, porque é ruim em tudo, não há nada, é esqueleto de um corpo doente, um clichê, desnutrido, come qualquer coisa. Enredo fraco, personagens ruins, cenário qualquer, texto mal escrito, fotografia sem propósito, som mal colocado, edição mal feita. Mas este filme nos revela segredos, a virtude de Wiseau é fazer da pior maneira o possível o que a Globo e Hollywood se esforçam para maquiar.

Eu não faço ideia do que estou fazendo com minha vida, de Clarice Falcão, e de fato não sabia, nem deveria tê-lo feito. É parecido com The Room, não há o que assistir, mas compadecemos porque ela tenta, é deprimente. Tenta fazer diálogos que interessem, reflexões cativantes, tenta, logo não consegue. Wiseau não tenta, faz, e da melhor maneira que consegue, sozinho, e compôs algo imbatível. Este filme da ex Porta não tem porque.

Minha mãe é uma peça deveria ser drama. A personagem mãe do autor é tão preconceituosa, tão grosseira, asquerosa, é sujeito mais desagradável que David Brent ou Michael Scott, com a diferença que neste filme da Globo a piada não é o palhaço do canalha que faz piada com gordo, mas o próprio conteúdo da piada, como se a expressão rolha de poço ainda tivesse algum resquício de graça. Nunca teve e não tem. A mãe passa o filme inteiro humilhando os filhos gay e gorda, sem dar a mínima atenção para o adulto, hétero, casado, sob a justificativa de que este já está resolvido. É uma mãe que ignorou o filho que fez como ela queria e humilhou os que não quiseram ser ignorados. Há mães assim, que amam no abandono e na humilhação. Não entendi a comédia do filme, uma única cena em que a tal mãe conversa com sua irmã e falam mal de homem, ali ouvi piada, clichê, mas com alguma graça. Não terminei de assistir e acho incrível que haja continuação. A única atriz que nos convence de ser o personagem que é é a gorda, boa artista, mas não sei como se prestou a tamanha humilhação.

Nunca assisti Transformers, não lembro de Velozes e furiosos, e outros como Homem de Ferro 2 e os novos de super heróis, tenho certeza de que todos merecem lugares em listas deste tipo, mas não pecam em produção e costumam agradar parte da demanda, o grande defeito é serem tão comuns e irrelevantes, são mais caros, mas como entretenimento não são tão diferentes de programas domingueiros de auditório, o público é que é diferente, a oferta só se adéqua. Blade Runner não mereceria estar nesta lista, mas não suportei terminar de assistir.

Ontem assisti o francês Raw no Netflix. Não sei em qual o gênero pretende se encaixar, mas é o mais aterrorizante que já vi. As cenas do trote universitário, o professor cuzão, tudo nos deixa angustiados e ansiosos. Eu deveria ter percebido que seria um terror, gênero que detesto, na cena da biblioteca, em que o diretor coloca a irmã da protagonista para nos dar um susto gratuito. Nada de mais, gratuito mesmo. Não consegui me manter fitando a cena em que personagem vomita o muito cabelo que comeu. A última cena que suportei foi a em que a irmã mais velha força a virgem mais a nova a se depilar, sob a justificativa de que todas as meninas fazem, em nome da abstrata beleza. Não bastasse a tortura da própria dor física de depilar-se a que muitos se sujeitam, a protagonista o fez contra a vontade, suportando a tortura de não negar uma gentileza da irmã em nome de um padrão. Após alguns golpes de cera, a irmã mais velha percebe alguma merda que fez e decide usar uma tesoura grande e de ponta para concertar sei lá o que próximo à vulva da irmã. Talvez este seja um filme sobre o pior possível, se na ausência dos pais só ocorresse o pior. A caçula grita uma frase que devia ser simples a toda mulher entender, minha vagina, e chuta a mão da que empunhava a tesoura decepando a ponta de um dedo. Não consegui nem parar o filme, a Jhu que o tirou, meu desconforto foi tão grande, senti ânsia de vômito, pernas fracas, mãos trêmulas, fiquei não sei quantos minutos no banheiro chorando, e não à toa este é o parágrafo mais longo deste texto inútil e catártico, a angústia é real, este filme é terrível. Talvez seja a proposta, é infinitamente pior que a fantasia de Jogos mortais, ou mesmo a crueza de Faces da morte, foi uma das piores experiências que vivi, pior que parque de diversão, pior que descer o fosso de luz do meu prédio para resgatar o Pipoca, este filme me assustou mais que apanhar, foi um golpe nalgum trauma com que não quero lidar, não recomendo a ninguém que sinta.

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Sasha grey é uma atriz pornô que gosta do que faz, diferente de quem diz que gosta mas passa anestésico no cu para sentir menos dor. Ela grita e tem uma bunda linda e grande. Gosta de possuir e dominar muitos homens ao mesmo tempo (que mal são homens, porque não costumam ter rostos, apenas pau) e de ler Sartre. Aposentou-se antes dos trinta anos e fez muito homem gastar dinheiro só para fantasiar com seu gosto de mulher que gosta de dar - coisa que diz-se rara. Ela é linda e ja fui apaixonado por ela; tenho muito orgulho de sua profissão, de seus lindos peitos pequenos e de seus cabelos naturais na cabeça e na boceta. Já quis amá-la muito mais que qualquer atriz de novela.