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Mostrando postagens de 2017

Cereja Azul

Atos mentos

Contra fatos não há argumentos Contra atos não há fragmentos Contra matos não há jumentos Contra jatos não há monumentos Contra gatos não há armamentos Contra fartos não há alimentos Contra patos não há pavimentos Contra natos não há momentos Contra ratos não há lamentos Contra hiatos não há tormentos Contra altos não há ornamentos Contra chatos não há cabimentos Contra pratos não há condimentos Contra ingratos não acampamentos Contra astros não há sofrimentos Contra atos não há mentos Contratos não aumentos

medo terrível.

já vinha se anunciando há uns dias, minha irmã e minha namorada viram. parecia que elas haviam se livrado, mas toda vez que via a basculante aberta sabia que poderia entrar. medo não me vê, nem quando miro, eu que enxergo por todo poro. o gato também viu, suspeitei. medo nos pega nu, fui chapado mijar e estava lá. armei, precisou quatro, nenhum fatal, mas há um corpo imóvel, queria que fosse o meu amedrontado, mas estou só contra medo, infeliz preciso agir. os gatos levaram medo pra sala, está lá de barriga pra cima, ainda se move, vai que se recupera, devo matá-lo. mais dois golpes, não olhei pra ver se está morto, mas não tem por onde viver, a basculante está fechada.

Movimento Brasil Livre de Arte

Começa assim... o grupelho de moleques paranoicos MBL - Movimento Brasil Livre promovendo histeria, um influente grupo financeiro como o Santander Brasil acatando com supostas pressões de clientes moralistas, com argumentos da pior estirpe da cristandade hipócrita. Os ideologizados defendem suas projeções do que entendem por liberdade e por expressão, dizem que Kim Katupiri e o banco que lucrou bilhões em tempos de crise sem produzir absolutamente nada não têm autoridades de censores, pois não são agentes do Estado, então relativizam seus preconceitos e comportamentos de tais. Eis que em Floripa uma agente do Estado, delegada de Guarda Municipal, ébria de ignorância, como jurada de um festival de música ruim, decide quais gêneros podem ou não serrem veiculados. A distopia não é literária, o exercício da escrita é pessoalmente a fim de catarse e reflexão, agora agentes do Estado, polícia civil, afanam, ou como diz o boçal juridiquês, apreendem uma obra de Arte. A exposição já...

Os piores filmes

The Room , porque é ruim em tudo, não há nada, é esqueleto de um corpo doente, um clichê, desnutrido, come qualquer coisa. Enredo fraco, personagens ruins, cenário qualquer, texto mal escrito, fotografia sem propósito, som mal colocado, edição mal feita. Mas este filme nos revela segredos, a virtude de Wiseau é fazer da pior maneira o possível o que a Globo e Hollywood se esforçam para maquiar. Eu não faço ideia do que estou fazendo com minha vida , de Clarice Falcão, e de fato não sabia, nem deveria tê-lo feito. É parecido com The Room , não há o que assistir, mas compadecemos porque ela tenta, é deprimente. Tenta fazer diálogos que interessem, reflexões cativantes, tenta, logo não consegue. Wiseau não tenta, faz, e da melhor maneira que consegue, sozinho, e compôs algo imbatível. Este filme da ex Porta não tem porque. Minha mãe é uma peça deveria ser drama. A personagem mãe do autor é tão preconceituosa, tão grosseira, asquerosa, é sujeito mais desagradável que David Brent ou...

Rádio univer si tária

vim te ver santa e bela por ela mais vinte dedos na tecla, na tela, no ouvinte vou fugir dessa mesmice à educação perder um pedacinho de certeza lá no fundo do mar lançar por esse estado mais mil formados pra fazer desse cristal espelho sabão vinte anos somamos ao termos mais vinte danos, sopranos compramos requinte nas manhas do cu do mundo belezas ímpar vagabundas confessas fronteiriça litorânea uni versos idades no universo de lages hoje tou triste, pecador perdi meu emprego, chicão tá mandando no baixo, mas não se escutam os sensei vim te quebrar a cara, rir te humilhar e pedir-te beijos e carne de porco é brinde

Ouça toda a obra do Foo Fighters em uma única música

O último disco do Foo Fighters pra que dei atenção foi o One by one , mais porque já gostava do Nothing left to loose  e quis conhecer mais da banda do cara que já havia tocado com um de meus compositores favoritos, Kurt Cobain, do que por ter curtido o primeiro single,  All my life . Este disco até tem bons temas, mas não me desperta o interesse como os anteriores, parece que é aqui que Dave Grohl começou a se repetir e parou de se esforçar tanto pra compor, pode até ser coisa de gravadora. Quando lançaram Best of you rompi com a banda. Foi político. Tema monótono, repetitivo, texto raso de auto ajuda, cafona, clichê, parecia aula de como escrever música estilo Foo Fighters, com um quê de Coldplay. Só de pensar sobre, ela se cola feito chiclete ou cocô de cachorro pela calçada. Terrível. Não mais fui atrás, evitei, não ouvi mesmo. Hoje meu amigo Arthur Brotto perguntou se eu havia ouvido a última música lançada por eles, que estava ouvindo, e esta era igual a todas as outr...
Proibir flor nunca deu frutos

Ladainhas e clichês que se escuta falar sobre fazer música

Muito hoje se fala sobre música como negócio, assunto mais que urgente. Diz-se que um grupo de música, uma banda, é como um casamento, depois diz que deve se levar como um negócio, sem misturar o pessoal e o profissional. Ora, ou se casa por tesão e amor ou por arranjo econômico e familiar institucional.  Música não é sequer casamento ou empresa. O Palcodigital levanta importantes estereótipos que atrapalham a manutenção de um grupo de música, mas são genéricos mal articulados que atrapalhariam qualquer investimento na vida, é a técnica do mind set , querer manipular a maneira de o músico pensar para encaixar-se no padrão estabelecido. Não podemos nunca fazer as coisas em nome do medo, é uma questão espinosista, medo é paixão triste, portanto nos tira a potência de agir. Porquanto o medo nos proteja da morte, a música não se trata de sobreviver, mas de produzir desejo, super viver. Um sujeito pode não querer largar seu emprego e dedicar-se a banda de tal maneira não só por me...

Melhor do que parece, O Terno

Delay, reverb, bonitos, protagonistas. A mixagem importa. Tim Bernardes tá cantando bem, bateria de Biel Basili presente, baixo de Guilherme d’Almeida maccartneyano. Bom refrão. percussão, a guitarra sempre bem timbrada, o fino do rock. A faixa de abertura, Culpa, é bonita. Segue bem, se eu já tinha achado o nome da primeira faixa cristã, o órgão e a solenidade da introdução da segunda faixa quase confirma. Faixa divertida, dinâmica, bem arranjada, tá me fazendo pensar no título do disco. Álbum dinâmico, desperta a curiosidade. O pan aberto, instrumentos separados, às vezes o baixo está à direita, charmoso, não chega a desequilibrar. Arranjos de voz bonitos, harmônicos. O C da terceira faixa caiu bem, inesperado, moderno. Uma alegre celebração amorosa, um ode. Os arranjos estão realmente bonitos, cordas, vozes, percussão, mais a banda, baixo, bateria, guitarra e órgão dinamizam a leve repetição inerente a toda forma canção. Até aqui, todas as canções começam e terminam...

5% pras 5 bandas dividirem entre 5 integrantes cada, mas a cerveja é do bar e não tem como chegar lá

como se chega nos lugares? como o cara volta p casa se mora no continente, sul da ilha, norte? os preços são justos também pro consumidor, entrada e bebida? noutros lugares, em sampa talvez, o acesso e o incentivo são infinitamente melhores, o problema em floripa ñ é só de público nem de produção, a cidade q ñ funciona. mesmo um evento a 5 golpetas no célula, se somam 7 de long neck e mais 30 de uber, isso contado q na ida pude pegar busão e gastar só os famigerados 3,50 com integração. qse 50 reais p prestigiar o evento, sendo q destes, 5 vão pro artista? pá, tô de boa... em floripa tb falta criar cena, os artistas parecem se esconder em grupinhos, ñ somos unidos como exigimos dos parceiros. faltae e muito um meio de girar, de se fazer os artistas daqui serem ouvidos, como os programas na radio udesc, etc, mas ñ existe nenhum meio fácil de se ouvir expresso rural, françois, cereja azul, blame, caraudácia, de boa, sem preconceito de gênero, etc. simplesmente não tem. a maioria aqui...

Valiosa figura de ação imóvel

    A dona do boneco não deveria trancar o quarto dela por causa de criança. este episódio foi ilustrativo a muita gente. criança aprende a negociar com traumas assim, como poderia ser diferente? A mãe é que ainda não se flagrou que se escusa da responsabilidade de ser justamente mãe, a dona do boneco lhe deve absolutamente nada, nem explicações ou empatia, assim fez só e somente para evitar maiores conflitos. A mãe deve resolver a questão com o próprio filho, não dar lição de moral na filha dos outros.  A dona dos bonecos Marvel deveria começar a expor seus bonecos na sala, traumatizar cada vez mais mães e filhos, e pais claro.

cacofônica reforma trabalhista

Pra mim, esta reforma trabalhosta não muda em nada. Sou músico, nunca consegui emprego, renda, com meu ofício, exceto quando recebia bolsa da universidade para trabalhar no coral, noutro momento no estúdio. A primeira vez que toquei na noite foi aos 16 anos. É dizer, trabalho desde os 16. Até já tinha carteira de trabalho. Mas o que o estabelecimento exigia era um cheque caução de 600 Reais, como eu mal sabia o que era um cheque caução ou mesmo 600 Reais, não lembro bem como eu, minha banda, e os outros músicos convidados fazíamos pra resolver isto, mas no final ainda lucrávamos uns 300 pra dividir entre 2 ou 3 bandas com uns 4 integrantes cada, eu gostava de comprar mangás com meu cachê desta época. Já neste tempo eu compunha, músicas que mantenho em meu repertório até hoje e tudo que ganhei de royalties foram 13 centavos de dólares com meus 8 seguidores no Spotify. Há um tempo atrás trabalhei de repositor em mercado, substituí peso da insegurança financeira e dependênc...

15 mil metros minutos

O patrão sai de casa com 15 minutos de antecedência. Já dentro do carro sente que precisa ir ao banheiro, coisa rápida, sua esposa e sócia não se importa com este imprevisto e enquanto isso escolhe o CD, o trajeto pode ser curto mas não tem porque não atravessá-lo ouvindo música. Xixi feito, volta pro carro ligado, põe o sinto e vai em direção à sala de trabalho. O trânsito pode estar lento, mas é possível desviar dos furões e dos ônibus que por obrigação param de ponto em ponto e nunca saem da pista da esquerda, por parada que esteja. Desta vez o patrão atrasou, 1 minuto, ninguém se importaria. O funcionário também quis ir ao banheiro, já estava em cima da hora, se perdesse este ônibus não sabe o quanto esperará pelo próximo, mesmo assim foi, ninguém mais poderia fazer por ele. Ansioso, mas aliviado, já perto, mas ainda fora do ponto de ônibus, o inflexível motorista não quis parar para o atrasado mijão. A experiência lhe diz ser impossível, mas a lógica não deixa de confundí-lo,...

idos insones

às vezes a insônia parece bater de um jeito que os olhos mesmo fechados ficam abertos envolve e pesa e afunda o corpo cansado pede pra se virar mas ela continua lá ainda que a preta paz do sonho insinue me velar um trem parece que vem me desperto alerto mas não vem eis que de repente um ruído de motor que ninguém ouvia cessa não era insônia à luz do poste pássaros piam

Tema de Jhuventude

Bem na verdade quero tua companhia Todo dia navegar teu mar de tédio e paixão Sem esperar dos negros olhos euforia Dia a dia encantar estranho e tenro dispor Mas vou dizer pra me deixares sozinha Sem dizer que sim ou não, por que, por quem Porém esta saudade vinha sem tuas jovens mãos de mel

Taca Quiboa

Meme de membro do grupo da UFSC no Facebook. VERSÃO REPUBLICANA O grupo da UFSC do Facebook é um poço fundo de intolerância e incultura, só serve pra nos ensinar o vocabulário da ignorância, em suma conhecer o inimigo e saber o que evitar. Hoje encontrei esta desinformação por lá, mas o fato de um sujeito ter caído em um boato destes é mero sintoma. Há maneiras corretas de se fazer a manutenção de uma obra de arte, lembremos do episódio com o "Ecce Homo". Não é apenas ferro torto, nem tinta num pedaço de pano. Há obras de Arte que valem centenas de milhões de dólares, tanto quanto o apartamento mais caro no Principado de Mônaco. De que serve ao Estado economizar em cultura e pagar os juros de bancos? Como nosso povo será culto, emancipado, como o Brasil garantirá sua soberania apenas importando carro e música da Coreia do Sul, a culinária do neoliberalesco Mc Donald's, e pior, na paranoia da caça ao índio e ao comunista? Deveriam só jogaram água sanitár...

Perdoa

Por te beijar Por te adorar Com mais palavras Por te mostrar o quanto te quis Por te manter cerca de mim Pra te amar até o fim Por depender Tanto querer Estas mãos fadas Por te acordar a paz de mim Por não saber viver sem ti Por isso, amor, imploro Me desculpe

Falar sem dizer

Escrever em Inglês pode ser uma escolha estética. Ele tem texturas, cores, sons, prosódias diferentes de nossa língua mãe. Muitas palavras são monossilábicas, e alterações de prosódia não mudariam necessariamente o sentido. Pode ser também uma adaptação à linguagem internacional, de mercado, em especial da internet, onde por decreto, ou não, é língua padrão, e das mais faladas no mundo se incluirmos segunda língua. Mas se fosse esse o caso, também veríamos conterrâneos nossos escrevendo em Espanhol, quiçá em Mandarim, o que não acontece. Ouço nas discussões sobre o assunto um julgamento de gosto em cima de duas justificativas: que outros compositores pelo mundo também escrevem em inglês; que os artistas devem ter a liberdade de escolha e isto não deveria servir de crivo ao público. Bandas Brasileiras que tem o repertório em Inglês costumam circular em nichos específicos do gênero, como no Metal, Punk, etc, onde, talvez, o público releve a língua falada por priorizar outros atribut...

Cirko

por Danielle Lemes

桜の猫

桜の猫

Brasa Brasil

Vai reconquistar Pindorama aquele que falar em Cultura, esta terra queima em desejo e palavra, dinheiro é um pedaço de papel.  Os peles multicolores são curiosos e gulosos, ganância é pros pobres, trabalha porque se precisa, preciso é nos apropriarmos agora do ideal do ócio criativo, e o tal Brasil vai conquistar o mundo. Do estabelecimento do português na carta de Pero Vaz ao estabelecimento do brasileiro na bossanova, o desapego e a fome da Tropicália e Cinema Novo, a vanguarda da poesia concreta, a baixaria dos anos 1990, ainda não nos damos conta de que nosso objetivo é antropofágico. Falar em economia é importante, mas não falta nada, falta produzir. Portugual, Tupi, Itália, Guarany, Japão, Kaiowá, Alemanha, Xokleng, Turquia, Yanomami, e mais quem nem quis vir filhos da África mãe. Brasa Brasil, Babel é aqui.

Lula Imperator Brasilis

A capa da Veja com Lula de que mais gosto é a que o representa num busto tipo imperador romano, desses que influenciou mundos, fez graças e desgraças, tem uma imagem sólida que resiste guerras e tempestades, e mesmo partida, difamada, provoca encantamento e evoca estado de Arte. Será que Lula também pagou a Veja pra lhe fazer propaganda? 🤔 Referência PORTAL FÓRUM (Santos).  Vale a pena ver de novo:  a nova morte de Lula na Veja. 2017. Disponível em: < http://www.revistaforum.com.br/2017/04/21/vale-a-pena-ver-de-novo-a-nova-morte-de-lula-na-veja />. Acesso em: 21 abr. 2017.

Temos que construir um elevado por cima da ponte

Temos que construir um elevado por cima da ponte Os ônibus estão cada vez mais vazios As concessionárias cada dia mais ricas E tem ponte que ainda não caiu Tem gente que ainda acredita que carro acelera alguma coisa Quarenta pessoas querendo entrar na pista da esquerda Uma pessoa ouvindo rádio em ambiente controlado da chuva e do calor não acha justo Todos pagamos impostos A chuva pinga gelado mas o coletivo é caloroso Tem gente Que escuta música Que lê Que faz os dois Ou nenhum Ou chora, mas Alguém pode reclamar Alguém faz essa criança calar Chegamos no Ticen

Dia de burô

Floripa ilha  dos aterros e burocracia  Horas ônibus dia à imagem e ruído um ameno mar cagado outro gris de carros.

Funk é filho de samba, do rap, sob o império do pop, na nação bossanova

Em nome da tradição se endurece e desbota, a vida se alegra quando se alarga. O samba nasceu, o morro é pai, agora brancos querem dizer o que se deveria fazer para estetizá-lo melhor. Mas Arte não é objeto, e como um sujeito rebelde, o samba cruzou com quem quis e quem o quis. Bossanova não é samba, é mulato de classe média que estudou o Brasil no exterior. Se ganhou o reconhecimento que ganhou internacionalmente é talvez porque tenha feito um bom trabalho, e consigo levou tudo o que lhe formou, de samba a Bach. O Brasil passou de exportador de matéria prima, banana, café, o que há de mais primitivo no mercado, e passou a exportar Arte, quem diz é Tom Zé. Em nome da tradição a música brasileira poderia estar fadada ao bairrismo e ao prestígio exclusivo de certos nichos, como já acontece com choro e o próprio samba. Popularidade não é sinônimo de qualidade, vide Romero Britto, juízo de gosto idem, vide estreia de Le sacre du printemps de Stravinsky.  Funk é filho de samba, do...

Se o MBL falou, tá valendo o contrário

Imagino que as mazelas da colonização pelos brancos na Angola são diferentes das no Brasil. Vale a leitura e reflexão do livro Pele negra, máscaras brancas de Fantz Fanon.  Ora, depois de quase meio século de escravidão no último país a abolí-la formalmente, ou é ingenuidade ou má fé comparar, sem ressalvas, a problemática dos negros com a dos obesos. Muitos grupos minoritários, não porque são em menor número, sofrem prejuízos em decorrência do preconceito da maioria, que também não a ver com quantidade, suas origens, efeitos e máquinas de guerra são diferentes, os loucos, as mulheres, os engajados nas questões de gênero, os negros, os obesos, os árabes, os pobres, etc. Há e haverá aquele que, pela cor ou classe, é oprimido, mas que encontra privilégios da maioria, da casa grande, via acordos contra o próprio grupo a que pertence. Vemos filmes sobre judeus que ajudaram nazistas, negros que ajudaram escravocratas, etc. Por exemplo o jovem conservador Fernando Holiday, vereado...

O Estado hostil contra a Música forte

  O vídeo chega a assustar pela truculência diante de um conflito tão banal quanto volume de música em um Sábado à tarde, faltam mandado e medidor de decibéis, sobram armas e confiscos. Não adianta argumentar com o funcionário, militar responde à corporação e outras autoridades. No começo do vídeo o policial faz uma pergunta mui pertinente, és advogada? Se fosse, pela Lei, o funcionário público teria de mudar o tom, chamar de doutor e outras bobagens. Militar não responde às mesmas leis civis. Não estivessem uniformizados, ninguém teria dúvida de que se trata de assalto, e esta deve ser uma questão central da discussão, o Estado ampara e legitima este tipo de arbitrariedade, vide reintegrações de posse, apreensões de fantasias políticas e toques de recolher durante o Carnaval. É inútil discutir essas questões com um policial no exercício de seu ofício, militares são treinados para suportar ofensas e pressões psicológicas muito piores que nossa civilizada consciência poderia articul...

qu eros ó

Não quero ser valorizado, popular, nem escutado. Quero só.

noss as líng uas

minha língua é um chicote macia e úmida verbal logo tão mais violenta do que se cortasse de prima as marcas não aparecem a saliva faz parecer curar mesmo com carinho açoite é sempre açoite meu amor é violento se te tratei bem não te amei mas se o que disse te espedaçou em mil o coração nesse vazio ali está meu amor felicidade será catares caco por caco colares perdoe por amar demais me explodo e é insuportável te querer tanto pra sempre junto à minha solidão se te abandonei te amei se me esforço pra te manter aqui é pra cedo ou mais tarde me abandonares tua língua são braços macios e perfumados cravo vivo negro carmesim riso insuportável ingênuo lindo e verdadeiro mas verdades não existem como podes existir tão jovem velho desde que nasci não te vou divertir porque já o és o que queres de mim não dou sou sempre falta frente tuas palavras carinhosas quentes apetitosas graça sem sentido quero ser piada tua conseguir rir és riso eu dilataria tu...

Ideologia mata

Apesar de querer alertar que qualquer cidadão pode cometer uma imprudência fatal, a meu ver o marqueteiro foi infeliz na escolha do arquétipo. São poucos os que se compadecem com animais de outras espécies ao ponto de resgatá-los, ao menos não são maioria se compararmos com aqueles que comem carne sem culpa, que testam ou usam produtos testados em bichos, ou até mesmo os extremos como caçadores e outros agressores por hobby.  A publicidade teria mais sucesso se realmente problematizassem a maioria. Curioso o fato de a campanha evitar a alcunha cidadão de bem, usada pra chacinar uma família neste reveillon, ou o Luiz Ruas espancado no metro de SP em nome dos valores da família tradicional. Nem precisavam de modelo pra campanha, aliás, podiam nos rememorar o caso do Thor Batista. Este marqueteiro foi muito infeliz, mas o que vale é a intenção poderão dizer, mas descuidados assim não são coincidência. Em uma campanha, mulher, aquela que resgata bichos, tem vários em casa... A outra c...